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Este blog tem por objetivo prestar auxílio aos interessados em conhecer um pouco a respeito dessa área de estudo tão fascinante que é a Psicopedagogia, compreender como se dá a aprendizagem, bem como, as dificuldades encontradas durante esse processo. Além de sugestões e atividades para a intervenção Psicopedagógica e no Atendimento Educacional Especializado (sala de Recursos Multifuncionais).


28 de mai de 2016

Transtorno do Espectro Autista - Dúvidas e questionamentos

Iniciei em 2015 no cargo de Coordenadora Pedagógica em uma escola especial que recebe alunos com múltiplas deficiências, ou seja, casos graves que necessitam de atendimento diferenciado, tanto pedagógico como clínico.
Ao verificar o número de alunos que apresentam Autismo associado a outras deficiências decidi estudar e me aprofundar no assunto; pois até então havia passado pela experiência em consultório Psicopedagógico, atendendo crianças com dificuldades de aprendizagem, partindo para Educação Especial no Atendimento Educacional Especializado, onde meu público alvo era de alunos com Deficiência Intelectual, e me vejo com uma missão bem mais complexa: entender esse mundo tão diferente e singular, que é o mundo de nossos alunos com Autismo.
Dessa forma, tentarei me dedicar a postar informações sobre o assunto, a partir de meus estudos e minha prática.

É fato que o tema Autismo vem sendo muito discutido atualmente, e não é por menos, já que nossas escolas estão recebendo um bom número de alunos com o diagnóstico.
Muitas dúvidas surgem com relação á atuação em sala de aula; a questão é que precisamos entender um pouco mais dessa “síndrome comportamental”, como nomeiam alguns especialistas, para pensar em elaborar estratégias de ação para o ensino de nossos alunos autistas.
Hoje, vamos falar um pouco sobre DSM V, já que é um pouco confusa ainda a nomenclatura que devemos usar: Autismo, transtorno global do desenvolvimento, Transtorno do Espectro Autista, dentre outros.

Então, vamos lá!!!



DSM é o Manual de Transtornos Mentais , ou seja, contém todos os transtornos Neuropsiquiátricos, inclusive o TEA (Transtorno do Espectro Autista).
É um manual que contém critérios diagnósticos de transtornos mentais em todas as fases da vida. Foi criado em 1952 pela AAP Academia Americana de Psiquiatria com a finalidade de organizar e sistematizar os transtornos mentais existentes desde 1840, sendo embasado em estudos clínicos e evidências científicas reunidas a cada 10 ou 15 anos, formado por comissões de especialistas e profissionais afins, em constante atualização.


É importante esclarecer que o manual é referência para o diagnóstico, mas não somente ele; é necessária a observação da criança, de seu perfil de desenvolvimento, das comorbidades, dentre outros, para se efetivar o diagnóstico.
No Brasil, o manual auxilia no diagnóstico, porém para fins jurídicos ou de informação para as escolas e outros profissionais, utiliza-se o Cid 10 (Código Internacional de Doenças).

O DSM V foi atualizado em 2013, e nele é possível perceber mudanças a respeito do critério de diagnóstico do Autismo, onde era divido em cinco apresentações clínicas.
  •  Autismo (clássico)
  • Síndrome de Rett
  • Transtorno Desintegrativo da Infância
  • Transtorno Global de Desenvolvimento não Específico
  • Síndrome de Asperger

Com a atualização o DSM V normatizou as características globais do autismo, saindo a Síndrome de Rett, e a Síndrome de Asperger com nova nomenclatura Desordem da Comunicação Social, dentro do Autismo leve. Além disso, entra a noção do espectro (relacionado à sombra ou projeção do indivíduo. Assim sendo, caso a criança ou adolescente apresentem traços do autismo (ainda que leve), isolado ou em comorbidade com outras condições, tem-se o diagnóstico de TEA.

O TEA foi dividido em graus de intensidade, até mesmo  com a finalidade de abordagem terapeutica.

Autismo leve - Asperger e Autismo de alto funcionamento
Autismo moderado -marcada  incapacidade de comunicação e com interesses muito restritos
Autismo severo - severa incapacidade de qualquer flexibilidade social ou comunicação


Como é feito o diagnóstico?



Minha intenção não é o de incentivar o diagnóstico, de nossas crianças, feito por professores ou outros profissionais que não sejam médicos; bem pelo contrario, é mostrar o quanto é complexo e sério o diagnóstico de TEA, para que antes de dizer que o aluno parece não ter nada, e que o diagnóstico está errado, entender em qual quadro o mesmo se encaixa.

O DSM V dividiu o TEA em quatro critérios:

Critério A – déficits persistentes em comunicação ou interação social.
A1 Déficit na reciprocidade social e emocional com partilha reduzida de interesses e de continuidade de diálogos.
A2 Déficit na comunicação social não verbal (gestos, contato visual, linguagem corporal e expressão facial).
A3 Dificuldade em gerar e manter relacionamentos e de ajustar seu comportamento de acordo com o contexto.

Critério B – Padrões repetitivos e interesses restritos de comportamento e atividade.
B1 Movimentos, uso de objetos e linguagem estereotipada (repetitiva sem função social).
B2 Rituais e resistência ás mudanças.
B3 Interesse exagerado em assuntos ou tópicos.
B4 Hiper ou pobre reação á estímulos sensoriais do ambiente ou procura excessiva por esses estímulos.

Critério C – Presença dos sintomas (A e B) em idade precoce da vida (infância) e em mais contextos sociais.

Critério D – Sintomas em conjunto devem limitar a funcionalidade da criança (seja acadêmica, social, afetiva).

Seguindo os padrões do DSM V, para ter o Diagnóstico de TEA é necessário apresentar três sintomas do critério A, juntamente com dois do critério B.



Fonte: Neurosaber, Autismo e Ensino
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