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Este blog tem por objetivo prestar auxílio aos interessados em conhecer um pouco a respeito dessa área de estudo tão fascinante que é a Psicopedagogia, compreender como se dá a aprendizagem, bem como, as dificuldades encontradas durante esse processo. Além de sugestões e atividades para a intervenção Psicopedagógica e no Atendimento Educacional Especializado (sala de Recursos Multifuncionais).


10 de jul de 2010

Dislexia

Atendendo a pedidos, segue postagem sobre dislexia.

A palavra dislexia é derivada do grego "dis" (dificuldade) e "lexia" (linguagem), sendo definida como uma falta de habilidade na linguagem que se reflete na leitura (Associação Nacional de Dislexia, 2005; Lanhez, 2002). Entretanto, ela não é causada por uma baixa de inteligência. O que ocorre é uma lacuna inesperada entre a habilidade de aprendizagem e o sucesso escolar, sendo que o problema não é comportamental, psicológico, de motivação ou social (Associação Nacional de Dislexia, 2005).
Pesquisas atuais, obtidas através de exames por imagens do cérebro, sugerem que os disléxicos processam as informações de um modo diferente, tornando-as pessoas únicas; cada uma com suas características, habilidades e inabilidades próprias (Associação Nacional de Dislexia, 2005).
A dislexia torna-se evidente na época da alfabetização, embora alguns sintomas já estejam presentes em fases anteriores. Apesar de instrução convencional, adequada inteligência e oportunidade sócio-cultural, a criança falha no processo da aquisição da linguagem. Isto é, ela independe de causas intelectuais, emocionais ou culturais. Ela é hereditária e a incidência é maior em meninos, numa proporção de 3/1, sendo que a ocorrência é de cerca de 10% da população Mundial (Nicco, 2005), embora freqüências altas de 20% a 30% tenham sido relatadas (Hallahan & Kauffman, 2000).
Apesar dessa alta incidência, considerada por alguns autores como uma das mais comuns deficiências de aprendizado (Gorman, 2003), o diagnóstico ainda não é facilmente realizado.
Ao contrário de outras pessoas que não sofrem de dislexia, os disléxicos processam informações em uma área diferente de seu cérebro; embora os cérebros de disléxicos sejam perfeitamente normais. A dislexia parece resultar de falhas nas conexões cerebrais. Ou seja, uma criança aprende a ler ao reconhecer e processar fonemas, memorizando as letras e seus sons. Ela passa então a analisar as palavras, dividindo-as em sílabas e fonemas e relacionando as letras a seus respectivos sons. À medida que a criança adquire a habilidade de ler com mais facilidade, outra parte de seu cérebro passa a se desenvolver; sua função é a de construir uma memória permanente que imediatamente reconheça palavras que lhe são familiares. À medida que a criança progride no aprendizado da leitura, esta parte do cérebro passa a dominar o processo e, conseqüentemente, a leitura passa a exigir menos esforço. O disléxico, entretanto, no processo de leitura, recorre somente à área cerebral que processa fonemas. A conseqüência disso é que disléxicos têm dificuldade em diferenciar fonemas de sílabas, pois sua região cerebral responsável pela análise de palavras permanece inativa. Suas ligações cerebrais não incluem a área responsável pela identificação de palavras e, portanto, a criança disléxica não consegue reconhecer palavras que já tenha lido ou estudado. A leitura se torna um grande esforço para ela, pois toda palavra que ela lê aparenta ser nova e desconhecida (Gorman, 2003).


Alguns pesquisadores acreditam que quanto mais cedo é tratada a dislexia, maior a chance de corrigir as falhas nas conexões cerebrais da criança (Gorman, 2003), contudo só podemos considerar que alguém é disléxico, após dois anos de vivências leitoras. Antes deste período podemos detectar "dificuldades ou transtornos de leitura", que já necessitam de cuidados especiais, numa postura preventiva (Estill, 2005).
Segundo Estill (2005) existem diversos sinais visíveis nos comportamentos e nos cadernos das crianças, que podem auxiliar aos pais e educadores a identificar precocemente alguns aspectos preditivos de dislexia, entre eles:

• Demora nas aquisições e desenvolvimento da linguagem oral;
• Dificuldades de expressão e compreensão;
• Alterações persistentes na fala;
• Copiar e escrever números e letras inadequadamente;
• Dificuldade para organizar-se no tempo, reconhecer as horas, dias da semana e meses do ano;
• Dificuldades para organizar seqüências espaciais e temporais, ordenar as letras do alfabeto, sílabas em palavras longas, seqüências de fatos;
• Pouco tempo de atenção nas atividades, ainda que sejam muito interessantes;
• Dificuldade em memorizar fatos recentes - números de telefones e recados, por exemplo;
• Severas dificuldades para organizar a agenda escolar ou da rotina diária;
• Dificuldade em participar de brincadeiras coletivas;
• Pouco interesse em livros impressos e escutar histórias.

Os mesmos sintomas podem indicar outras síndromes neurológicas ou comportamentais.Identificado o problema de rendimento escolar ou sintomas isolados, que podem ser percebidos na escola ou mesmo em casa, deve-se procurar ajuda especializada.Uma equipe multidisciplinar formada por: Psicóloga, Fonoaudióloga e Psicopedagoga Clínica deve iniciar uma minuciosa investigação. Essa mesma equipe deve ainda garantir uma maior abrangência do processo de avaliação, verificando a necessidade do parecer de outros profissionais, como Neurologista, Oftalmologista, Otorrinolaringologista e outros, conforme o caso. A equipe de profissionais deve verificar todas as possibilidades antes de confirmar ou descartar o diagnóstico de dislexia.
De acordo com Gonçalves (2005), grande parte da intervenção Psicopedagógica estará em buscar os talentos do disléxico, afinal os fracassos, sem dúvida, ele já os conhece bem. Outra tarefa da clínica Psicopedagógica é ajudar essa pessoa a descobrir modos compensatórios de aprender. Jogos, leituras compartilhadas, atividades específicas para desenvolver a escrita e habilidades de memória e atenção fazem parte do processo de intervenção. À medida que o disléxico se percebe capaz de produzir poderá avançar no seu processo de aprendizagem e iniciar o resgate de sua auto-estima.

3 comentários:

  1. Olá Cristiane, preciso do seu e-mail para te colocar no sorteio da vaga na oficina on-line, por você me indicar em seu blog.Meu e-mail é cursos@psicopedagogavaleria.com.br

    Abraços

    Valeria

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  2. Cris, Um filme sensácional que retrata a Dislexia...é - Como estrelas no Céu toda criança é especial - Lindo...assista....se não tiver eu tenho...

    Forte abraço.

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  3. AND -
    Associação Nacional de Dislexia - é formada por uma equipe que congrega fonoaudiólogos, psicopedagogos, psicólogos, pedagogos, médicos e profissionais de áreas afins. Seus profissionais atendem em todo o grande Rio.
    Para maiores informações entre em contato através do seguinte endereço:
    Rua José Macedo Soares, 12/201, Gávea, Rio de Janeiro - RJ - CEP: 22470-100
    Tel.: (21) 2529-2461
    ATENDIMENTOS SOCIAIS

    Diagnóstico e Tratamento

    AND -
    Associação Nacional de Dislexia - é formada por uma equipe que congrega fonoaudiólogos, psicopedagogos, psicólogos, pedagogos, médicos e profissionais de áreas afins. Seus profissionais atendem em todo o grande Rio.
    Para maiores informações entre em contato através do seguinte endereço:
    Rua José Macedo Soares, 12/201, Gávea, Rio de Janeiro - RJ - CEP: 22470-100
    Tel.: (21) 2529-2461

    ABD –
    Associação Brasileira de Dislexia - formada por uma equipe de fonoaudiólogos, psicopedagogos, psicólogos, neurologistas e profissionais de áreas afins também presta o mesmo atendimento, através do CAE - Centro de Avaliação e Encaminhamento.
    Para maiores informações entre em contato através do seguinte endereço:
    Av. Angélica, 2318 – 7o. andar – Higienópolis – São Paulo – SP – CEP:
    01228-200
    Tel.: (11) 3258-7568 / 3231-3296 / 3237-0809

    IBRM –
    Associação Beneficente do Instituto Brasileiro de Reeducação Motora.
    Setor de fonoaudiologia.
    Rua Ernesto de Souza, n. 143 Andaraí Rio de Janeiro
    Cep: 20510-360
    Telefone: (21)2268-7814
    E-mail: ibrm@veloxmail.com.br
    Endereço do Site: www.radnet.com.br/ibrm
    http://www.ajudabrasil.org/

    Ambulatório São Luiz Gonzaga – Setor de fonoaudiologia
    Rua São Clemente,216 Botafogo Rio de Janeiro
    Telefone ; 2527-3766

    Hospital Municipal Jesus - Pediatria
    Rua 8 de dezembro, 717 Vila Isabel Rio de Janeiro
    Tel:2569-4088

    Hospital da Lagoa
    Rua Jardim Botânico, 501 Jardim Botânico Rio de Janeiro
    Cep: 22470050
    Tel: 2294-5582 / 3111-5104

    Igreja Leblon – Policlínica Santa Mônica
    Rua Ataulfo de Paiva s/nº. Esquina com a Rua José Linhares.

    ABBR - Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação
    Rua Jardim Botânico, 660 Jardim Botânico Rio de Janeiro
    CEP 22461-000
    Tel.: +(21) 2294-6642 / 2294-9893 / 2294-8946 FAX: +(21) 2274-6942

    Hospital Fernandes Figueira
    Avenida Rui Barbosa, 716 Flamengo Rio de Janeiro.
    Tel: 2554-1738.

    Hospital Deolindo Couto - UFRJ Campus da Praia Vermelha

    Instituto de Neurologia Deolindo Couto – Setor de fonoaudiologia
    Av. Venceslau Brás, 71 Botafogo RIO DE JANEIRO
    Tel: 2295-6282 (mesa) e 2295-8795
    Fax: 2295-9794
    http://www.indc.ufrj.br/

    Santa Casa de Misericórdia do RJ - Hospital São Zacarias
    Av. Carlos Peixoto, 124 Botafogo Rio De Janeiro,
    Tel: 2295-4848

    Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro- Hospital Geral
    Rua Santa Luiza, 206 Castelo Rio de Janeiro
    Tel: 2297-6611

    Santa Casa de Misericórdia do RJ- Hospital N S das Dores
    Av. Ernani Cardoso, 21 Cascadura Rio de Janeiro
    Tel: 2269-7998

    Associação Pestalozzi de Niterói
    Estrada Caetano Monteiro, 857 Pendotiba Niterói / RJ
    24320-570
    Tel: 21 2616-3311
    www.pestalozzi.org.br

    Instituto Oscar Clark
    Rua General Canabarro, 345 Maracanã Rio de Janeiro
    Tel: 2569-1419

    Universidade Estácio de Sá – Clínica Henry Dunant
    Rua Paula Franssineti, 67 Rio Comprido Rio de Janeiro
    Tel:2503 -7113 / 2503 -7114


    Instituto da Família – INFA
    Rua Alzira Brandão, 459 Tijuca Rio de Janeiro
    Tel: 2567 – 9899
    Rua Goiás, 132 Engenho de Dentro Rio de Janeiro
    Itanhangá - tel: 3154 – 2003

    Hospital Universitário Pedro Ernesto (UERJ) -Setor de Fonoaudiologia
    Boulevard 28 de Setembro, 77 Vila Isabel Rio de janeiro
    Tel: 2587-6838

    Universidade Santa Úrsula
    Rua Fernando Ferrari, 75 Prédio I - sala 412 Botafogo
    Cep 22231-040 Rio de Janeiro
    Tel.: 2554-2500

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