Boas vindas

Sejam bem vindos!

Este blog tem por objetivo prestar auxílio aos interessados em conhecer um pouco a respeito dessa área de estudo tão fascinante que é a Psicopedagogia, compreender como se dá a aprendizagem, bem como, as dificuldades encontradas durante esse processo. Além de sugestões e atividades para a intervenção Psicopedagógica e no Atendimento Educacional Especializado (sala de Recursos Multifuncionais).


26 de dez de 2010

A Neurociência e a aprendizagem

Quando comecei a cursar a graduação em Pedagogia meu discurso era “quero entender como ocorre o processo de aprendizagem, para saber como atuar em sala de aula”.
Pois é, me formei e continuei com o mesmo discurso, já que a faculdade, infelizmente, não nos dá essa base. Aprendemos sobre fases de desenvolvimento, fases de construção da escrita, e outras, sem tocar no assunto “cérebro”.
O que é no mínimo um grande erro. Como posso ensinar meus alunos sem compreender que cada um tem seu ritmo? E mais do que isso; o que é que determina esse ritmo diferenciado?
Bom, decidi fazer pós-graduação em Psicopedagogia para atender crianças com dificuldades de aprendizagem (e mais uma vez entender como funciona nosso cérebro e como "surgem" determinadas dificuldades de aprendizagem) e me empolguei, pois dois módulos do curso eram voltados para a “Neuropsicologia e a aprendizagem”; mas, mais uma vez, me decepcionei com a abordagem pobre e pouco explorada, além do pouco interesse demonstrado pelos alunos.
O jeito foi estudar por conta própria, comprar livros e fazer pesquisas a respeito da neurociência. Fiquei feliz em saber que existe uma pós-graduação em neuropedagogia, e embora seja pouco divulgada nos dá informações importantíssimas acerca do funcionamento do cérebro no processo de aprendizagem (seja da escrita, leitura e habilidades matemáticas), podendo ser utilizada para atuar em sala de aula e em consultório.
Durante minhas pesquisas encontrei um artigo que resume muito bem a questão da “neurociência e a aprendizagem”; selecionei algumas partes e gostaria de dividir esse conhecimento com vocês.


O foco da educação tem sido o conhecimento a ser ensinado de maneira mecânica e igual a todos os alunos, sem a devida atenção à individualidade, numa demonstração de total falta de consciência da força que possuem os modelos mentais e da influência que eles exercem sobre o comportamento. Por sua vez os alunos, acostumados a perceber o mundo a partir da visão do docente, aceitam passivamente essa proposta pedagógica, desempenhando um papel de receptor de informações, as quais nem sempre são compreendidas e geram.


Pesquisas no campo educativo apontam o professor como um dos principais protagonistas da educação (DEMO, 2001; ASSMANN, 2001; MORIN, 2002). Entretanto, proporcionar uma boa aprendizagem para o aluno não depende só do professor, pois é fundamental para uma educação que pretende ajudar o aluno a perceber sua individualidade, tornando-o também responsável pelo ato de aprender, proporcionar a otimização de suas habilidades, facilitar o processo de aprendizagem e criar condições de aprender a aprender.


Nesse contexto conhecer o seu padrão de pensamento pessoal e saber como usá-lo é o primeiro passo para ser um participante ativo no processo de aprendizagem. A compreensão de como podemos lidar com certas características pessoais ajudará o aluno a identificar, mobilizar e utilizar suas características criativas e intuitivas, pois cada um aprende no seu próprio ritmo e à sua maneira.
Partindo desse pressuposto, ao professor cabe oferecer, através de sua prática, um ambiente que respeite as diferenças individuais permitindo que os aprendizes se sintam estimulados do ponto de vista intelectual e emocional. Daí a necessidade do educador, consciente de seu papel de interventor responsável pela mediação da informação, buscar estruturar o ensino de modo que os alunos possam construir adequadamente os conhecimentos a partir de suas habilidades mentais. E para isso, é imprescindível que conheçam os significativos estudos da neurociência, uma vez que esses, sem dúvida, influenciam na compreensão dos processos de ensino e de aprendizagem.
No cérebro humano existem aproximadamente cem bilhões de neurônios e cada um destes pode se conectar a milhares de outros, fazendo com que os sinais de informação fluam em várias direções simultaneamente, as chamadas conexões neurais ou sinapses (BEAR, CONNORS, PARADISO, 2002, p. 704).
Se os estados mentais são provenientes de padrões de atividade neural, então a aprendizagem é alcançada através da estimulação das conexões neurais, podendo ser fortalecida ou não, dependendo da qualidade da intervenção pedagógica.
A pesquisa e o interesse em neurociências tem crescido em resposta à necessidade de, não somente entender os processos neuropsicobiológicos normais, mas também para respaldar a ciência da educação.
O estudo dos processos de aprendizagem e de todos os fatores que os influenciam, constitui um dos maiores desafios para a educação, pois ao entendê-lo e explicitá-lo, ocorre o desenvolvimento do sujeito dentro do contexto sócio-histórico, e é através dele que se forja a personalidade e a racionalidade humana para que o indivíduo esteja apto a exercer sua função social.
Durante todo ensino fundamental I, o professor é visto pelo aluno como um exemplo a ser seguido e sua opinião é de extrema consideração para o aprendiz. Assim, todo e qualquer parecer do professor em relação ao aluno, toma proporções determinantes para a formação da auto-estima do estudante.
Para a sala de aula, para a educação, a Neurociência é e será uma grande aliada para identificar cada ser humano, como único e para descobrirmos a regularidade, o desenvolvimento, o tempo de cada um.
A Neurociência traz para a sala de aula o conhecimento sobre a memória, o esquecimento, o tempo, o sono, a atenção, o medo, o humor, a afetividade, o movimento, os sentidos, a linguagem, as interpretações das imagens que fazemos mentalmente, o "como" o conhecimento é incorporado em representações dispositivas, as imagens que formam o pensamento, o próprio desenvolvimento infantil e diferenças básicas nos processos cerebrais da infância, e tudo isto se torna subsídio interessante e imprescindível para nossa compreensão e ação pedagógica. Os neurônios espelho, que possibilitam a espécie humana progressos na comunicação, compreensão e no aprendizado. A plasticidade cerebral, ou seja, o conhecimento de que o cérebro continua a desenvolver-se, a aprender e a mudar, até à senilidade ou à morte também altera nossa visão de aprendizagem e educação. Ela nos faz rever o “fracasso” e as dificuldades de aprendizagem, pois existem inúmeras possibilidades de aprendizagem para o ser humano, do nascimento até a morte.



15 de dez de 2010

A brincadeira e a aprendizagem

Sabemos que a importância do brincar vem sendo muito comentada e trabalhada atualmente.
O que antes era visto como pura diversão, hoje é visto como forma de aprendizagem e ferramenta extremamente importante para o desenvolvimento infantil.
Até pouco tempo atrás as crianças brincavam para se distraírem e darem um pouco de “sossego” para pais e professores. As brincadeiras de esconder, pega-pega, amarelinha, cabra-cega, eram as mais usadas, assim como dominó, baralho e jogos de percurso que sempre foram a sensação de pré- adolescentes e adolescentes.
Brincar na rua era um sentimento de liberdade; as crianças se juntavam no final da tarde para brincar e os pais ficavam observando e conversando com a vizinhança.
No entanto, hoje as coisas mudaram um pouco; criança que brinca na rua não é bem vista, e os pais com medo da violência preferem ficar em casa. As crianças preferem brincar no computador ou com vídeo game, deixando aquelas brincadeiras tradicionais, que fizeram parte de nossa cultura, de fora.
E como consequência vemos um grande número de crianças com dificuldades de aprendizagem; escrevem mal e ninguém entende a letra, não resolvem situações problemas, pois não têm desenvolvido o raciocínio lógico e dedutivo, não produzem textos, pois não têm criatividade e tantas outras dificuldades.
A questão é que não existe desculpa para essa situação, já que temos conhecimento de que a brincadeira é fundamental para o desenvolvimento infantil, seja social, cognitivo, psicológico, dentre outros.
A criança que brinca entra em contato com um mundo que é a representação do mundo em que vivemos, com regras e valores que fazem parte de sua cultura, e cria personagens e papéis que representam essa realidade. Entram em conflitos, experimentam emoções variadas, alegria, tristeza, raiva, sentimento de perda, além de trabalhar com o auto-conhecimento.
É bem clara a diferença de uma criança que brinca de amarelinha, pega-pega, e jogos de percurso, da criança que passa o dia inteiro em frente a TV ou jogando vídeo-game; esta não tem equilíbrio, boa coordenação motora e raciocínio rápido, enquanto que a anterior apresenta bom desenvolvimento da área psicomotora e cognitiva.
A fala também pode ser estimulada pela brincadeira onde a criança pequena com gestos se comunica com os outros e aos poucos vai desenvolvendo a linguagem, estruturando-a e enriquecendo seu vocabulário.
Assim fica fácil concluir o porquê da brincadeira ser tão importante.
As escolas também precisam estabelecer uma rotina para seus alunos, onde o brincar seja permitido. O aluno aprenderá a ler e a escrever com maior facilidade se sua rotina for dividida entre lições e brincadeiras. E por que não ensiná-los a ler e escrever de forma lúdica?
Trabalhar com o lúdico não é perda de tempo, como muitos ainda acham, e muito menos adequar a infra-estrutura da escola permitindo um ambiente de integração por meio da brincadeira.
A brincadeira não faz parte da aprendizagem, pois ela é puramente a aprendizagem que vai sendo modificada e ficando mais complexa ao longo dos anos de acordo com o crescimento e desenvolvimento humano.
Do ponto de vista da legislação, o Estatuto da criança e do adolescente (BRASIL, Lei 8.069/90) considera a atividade lúdica um direito da criança e um dever do Estado, da famí­lia e da sociedade proporcionar condições para este exercício.
A lei, no entanto, não é suficiente para garantir que as crianças possam dispor de tempo, local, material e acompanhamento de adultos para se ocuparem com brincadeiras. As diferentes condições socioculturais vivenciadas determinam uma diversidade de possibilidades de exercício da atividade lúdica.

6 de dez de 2010

Contos de fada: passa tempo ou auxiliar na contrução do conhecimento infantil?

São muitas as discussões sobre o trabalho em sala de aula com contos de fada. Na verdade ouvimos muito falar sobre análise psicanalítica de seus significados, mas esquecemos que a criança cria e imagina situações bem próximas de sua realidade a partir da leitura de um conto de fadas.
Sem exagerar no significado simbólico, esses contos trazem mensagens que podem ser de grande auxílio na construção do conhecimento.
Exemplo: o conto dos três porquinhos
Era uma vez, três porquinhos que viviam felizes e despreocupados na casa da mãe. Certo dia, a mãe chamou os porquinhos e disse:
__Queridos filhos, vocês já estão bem crescidos. Já é hora de terem mais responsabilidades para isso, é bom morarem sozinhos.
A mãe então dividiu entre os três suas economias para que pudessem comprar material e construírem uma casa.
__Cuidem-se! Sejam sempre unidos! - desejou a mãe.
Os três porquinhos, então, partiram pela floresta em busca de um bom lugar para construírem a casa. Porém, no caminho começaram a discutir sobre o material que usariam para construir o novo lar.
Cada porquinho queria usar um material diferente.
O primeiro porquinho, um dos preguiçosos foi logo dizendo:
__ Não quero ter muito trabalho! Dá para construir uma boa casa com um monte de palha e ainda sobra dinheiro para comprar outras coisas.
O porquinho mais sábio advertiu:
__ Uma casa de palha não é nada segura.
O outro porquinho preguiçoso, o irmão do meio, também deu seu palpite:
__ Prefiro uma casa de madeira, é mais resistente e muito prática. Quero ter muito tempo para descansar e brincar.
__ Uma casa toda de madeira também não é segura - comentou o mais velho- Como você vai se proteger do frio? E se um lobo aparecer, como vai se proteger?
__ Eu nunca vi um lobo por essas bandas e, se fizer frio, acendo uma fogueira para me aquecer! - respondeu o irmão do meio- E você, o que pretende fazer, vai brincar conosco depois da construção da casa?
Já que cada um vai fazer uma casa, eu farei uma casa de tijolos, que é resistente. Só quando acabar é que poderei brincar. – Respondeu o mais velho.
__Não vamos enfrentar nenhum perigo para ter a necessidade de construir uma casa resistente. Disse um dos preguiçosos.
Cada porquinho escolheu um canto da floresta para construir as casas.
O Porquinho da casa de palha, comprou a palha e em poucos minutos construiu sua morada. Já estava descansando quando o irmão do meio, que havia construído a casa de madeira chegou chamando-o para ir ver a sua casa.
Ainda era manhã quando os dois porquinhos se dirigiram para a casa do porquinho mais velho, que construía com tijolos sua morada.
__Nossa! Você ainda não acabou! Não está nem na metade! Nós agora vamos almoçar e depois brincar. – disse irônico, o porquinho do meio.
O porquinho mais velho porém não ligou para os comentários, nem par a as risadinhas, continuou a trabalhar, preparava o cimento e montava as paredes de tijolos.
Após três dias de trabalho intenso, a casa de tijolos estava pronta, e era linda! Os dias foram passando, até que um lobo percebeu que havia porquinhos morando naquela parte da floresta. O Lobo sentiu sua barriga roncar de fome, só pensava em comer os porquinhos. Foi então bater na porta do porquinho mais novo, o da casa de palha.
O porquinho antes de abrir a porta olhou pela janela e avistando o lobo começou a tremer de medo. O Lobo bateu mais uma vez, o porquinho então, resolveu tentar intimidar o lobo:
__ Vá embora! Só abrirei a porta para o meu pai, o grande leão!- mentiu o porquinho cheio de medo.
__ Leão é? Não sabia que leão era pai de porquinho. Abra já essa porta. – Disse o lobo com um grito assustador. O porquinho continuou quieto, tremendo de medo.
__Se você não abrir por bem, abrirei à força. Eu vou soprar, vou soprar muito forte e sua casa irá voar. O porquinho ficou desesperado, mas continuou resistindo. Até que o lobo soprou uma vez e nada aconteceu, soprou novamente e da palha da casinha nada restou, a casa voou pelos ares. O porquinho desesperado correu em direção à casinha de madeira do seu irmão. O lobo correu atrás. Chagando lá, o irmão do meio estava sentado na varanda da casinha.
__Corre, corre entra dentro da casa! O lobo vem vindo! – gritou desesperado, correndo o porquinho mais novo. Os dois porquinhos entraram bem a tempo na casa, o lobo chegou logo atrás batendo com força na porta. Os porquinhos tremiam de medo. O lobo então bateu na porta dizendo:
__Porquinhos, deixem eu entrar só um pouquinho!
__ De forma alguma Seu Lobo, vá embora e nos deixe em paz.- disseram os porquinhos.
__ Então eu vou soprar e soprar e farei a casinha voar. O lobo então furioso e esfomeado, encheu o peito de ar e soprou forte a casinha de madeira que não agüentou e caiu.
Os porquinhos aproveitaram a falta de fôlego do lobo e correram para a casinha do irmão mais velho. Chegando lá pediram ajuda ao mesmo.
__Entrem, deixem esse lobo comigo!- disse confiante o porquinho mais velho. Logo o lobo chegou e tornou a atormentá-los:
__ Porquinhos, porquinhos, deixem-me entrar, é só um pouquinho!
__Pode esperar sentado seu lobo mentiroso.- respondeu o porquinho mais velho.
__ Já que é assim, preparem-se para correr. Essa casa em poucos minutos irá voar! O lobo encheu seus pulmões de ar e soprou a casinha de tijolos que nada sofreu. Soprou novamente mais forte e nada. Resolveu então se jogar contra a casa na tentativa de derrubá-la. Mas nada abalava a sólida casa. O lobo resolveu então voltar para a sua toca e descansar até o dia seguinte. Os porquinhos assistiram a tudo pela janela do andar superior da casa. Os dois mais novos comemoraram quando perceberam que o lobo foi embora.
__ Calma , não comemorem ainda! Esse lobo é muito esperto, ele não desistirá antes de aprender uma lição. Advertiu o porquinho mais velho.
No dia seguinte bem cedo o lobo estava de volta à casa de tijolos. Disfarçado de vendedor de frutas.
__ Quem quer comprar frutas fresquinhas?- gritava o lobo se aproximando da casa de tijolos. Os dois porquinhos mais novos ficaram com muita vontade de comer maçãs e iam abrir a porta quando o irmão mais velho entrou na frente deles e disse:
__ Nunca passou ninguém vendendo nada por aqui antes, não é suspeito que na manhã seguinte do aparecimento do lobo, surja um vendedor? Os irmãos acreditaram que era realmente um vendedor, mas resolveram esperar mais um pouco. O lobo disfarçado bateu novamente na porta e perguntou:
__ Frutas fresquinhas, quem vai querer? Os porquinhos responderam:
__ Não, obrigado. O lobo insistiu: Tome peguem três sem pagar nada, é um presente.
__ Muito obrigado, mas não queremos, temos muitas frutas aqui. O lobo furioso se revelou:
__ Abram logo, poupo um de vocês! Os porquinhos nada responderam e ficaram aliviados por não terem caído na mentira do falso vendedor. De repente ouviram um barulho no teto. O lobo havia encostado uma escada e estava subindo no telhado. Imediatamente o porquinho mais velho aumentou o fogo da lareira, na qual cozinhavam uma sopa de legumes. O lobo se jogou dentro da chaminé, na intenção de surpreender os porquinho entrando pela lareira. Foi quando ele caiu bem dentro do caldeirão de sopa fervendo.
___AUUUUUUU! Uivou o lobo de dor, saiu correndo em disparada em direção à porta e nunca mais foi visto por aquelas terras.
Os três porquinhos, pois, decidiram morar juntos daquele dia em diante. Os mais novos concordaram que precisavam trabalhar além de descansar e brincar. Pouco tempo depois, a mãe dos porquinhos não agüentando as saudades, foi morar com os filhos.Todos viveram felizes e em harmonia na linda casinha de tijolos.
Dentro do construtivismo de Piaget, o trabalho com contos é de grande importância na fase pré-operatória, uma vez que trabalham com questões voltadas para o desenvolvimento da moral na criança (regras, acidentes, mentira e justiça).
Para Piaget, o desenvolvimento do raciocínio moral é uma conseqüência do desenvolvimento cognitivo e afetivo. Os sentimentos morais referem-se a sentimentos voltados para “o que é necessário fazer e não para o que é desejável e preferível fazer”.
Durante o trabalho com o conto dos três porquinhos a criança utilizará sua imaginação para “fazer parte da história” e, a partir daí, poderá refletir sobre os acontecimentos, criando suas próprias hipóteses e fazendo julgamento sobre os acontecimentos
Nesse período, o raciocínio moral ainda está em desenvolvimento e este tipo de atividade representa um grande avanço em relação às capacidades da criança.



6 de set de 2010

Avaliação do TDAH

É muito comum ouvirmos alguns professores dizerem que tem um aluno hiperativo em sala. O problema é que muitos confundem agitação (instabilidade psicomotora) ou falta de limite com esta dificuldade de aprendizagem tão séria. Esta atitude de rotular o aluno muitas vezes é utilizada para mascarar a dificuldade (do professor) em lidar com a criança (o que é comum, já que somos humanos). Devido a isso estou colocando à disposição a tabela de avaliação do TDAH e informações muito importantes a respeito do diagnóstico; pois este não depende só do professor e da psicopedagogia, mas de uma equipe multidisciplinar.
Para maiores esclarecimentos verifiquem a postagem sobre transtornos de atenção.

O questionário abaixo é denominado SNAP-IV e foi construído a partir dos sintomas do Manual de Diagnóstico e Estatística - IV Edição (DSM-IV) da Associação Americana de Psiquiátrica. Você também pode imprimir e levar para o professor preencher na escola. Esta é a tradução validada pelo GEDA – Grupo de Estudos do Déficit de Atenção da UFRJ e pelo Serviço de Psiquiatria da Infância e Adolescência da UFRGS.





Como avaliar:

1) se existem pelo menos 6 itens marcados como “BASTANTE” ou “DEMAIS” de 1 a 9 = existem mais sintomas de desatenção que o esperado numa criança ou adolescente.

2) se existem pelo menos 6 itens marcados como “BASTANTE” ou “DEMAIS” de 10 a 18 = existem mais sintomas de hiperatividade e impulsividade que o esperado numa criança ou adolescente.


O questionário SNAP-IV é útil para avaliar apenas o primeiro dos critérios (critério A) para se fazer o diagnóstico. Existem outros critérios que também são necessários.

IMPORTANTE: Não se pode fazer o diagnóstico de TDAH apenas com o critério A! Veja abaixo os demais critérios.


CRITÉRIO A: Sintomas (vistos acima)

CRITÉRIO B: Alguns desses sintomas devem estar presentes antes dos 7 anos de idade.

CRITÉRIO C: Existem problemas causados pelos sintomas acima em pelo menos 2 contextos diferentes (por ex., na escola, no trabalho, na vida social e em casa).

CRITÉRIO D: Há problemas evidentes na vida escolar, social ou familiar por conta dos sintomas.

CRITÉRIO E: Se existe um outro problema (tal como depressão, deficiência mental, psicose, etc.), os sintomas não podem ser atribuídos exclusivamente a ele.

Como suspeitar do diagnóstico:

1) Pelo menos 6 sintomas VERDES e menos que 6 sintomas ROSA: TDAH Tipo Predominantemente Desatento
Pelo menos 6 sintomas ROSA e menos que 6 sintomas VERDES: TDAH Tipo Predominantemente Hiperativo-Impulsivo
6 ou mais sintomas VERDES e 6 ou mais sintomas ROSA: TDAH Tipo Combinado.
2)
Os CRITÉRIOS B, C, D devem obrigatoriamente ter resposta SIM.
3) O CRITÉRIO E necessita da avaliação de um especialista, uma vez que os sintomas do Critério A ocorrem em muitos outros transtornos da infância e adolescência.
Se os critérios A, B, C, D e E estiverem atendidos de acordo com o julgamento de um especialista, o diagnóstico de TDAH é garantido.



2 de set de 2010

Alfabetização Fônica

Trabalhei alguns anos com a alfabetização fônica e apesar de ser um processo mais lento é muito mais eficaz, uma vez que a criança aprendendo a distinguir os fonemas dificilmente apresentará dificuldades no processo de alfabetização.
Recentemente fiz um curso sobre consciência fonológica, já havia feito outro há alguns anos, e mais uma vez fiquei encantada. Com certeza este método não somente deve ser utilizado em sala de aula, mas como forma de intervenção para crianças que apresentam dificuldades na lectoescrita.
Trabalhando de forma lúdica e sistemática o método constrói uma aprendizagem sólida e progressiva, elevando a auto-estima e proporcionando prazer ao descobrir esse mundo.
Seguem algumas atividades que acredito serem muito úteis na clínica Psicopedagógica.






















10 de jul de 2010

Dislexia

Atendendo a pedidos, segue postagem sobre dislexia.

A palavra dislexia é derivada do grego "dis" (dificuldade) e "lexia" (linguagem), sendo definida como uma falta de habilidade na linguagem que se reflete na leitura (Associação Nacional de Dislexia, 2005; Lanhez, 2002). Entretanto, ela não é causada por uma baixa de inteligência. O que ocorre é uma lacuna inesperada entre a habilidade de aprendizagem e o sucesso escolar, sendo que o problema não é comportamental, psicológico, de motivação ou social (Associação Nacional de Dislexia, 2005).
Pesquisas atuais, obtidas através de exames por imagens do cérebro, sugerem que os disléxicos processam as informações de um modo diferente, tornando-as pessoas únicas; cada uma com suas características, habilidades e inabilidades próprias (Associação Nacional de Dislexia, 2005).
A dislexia torna-se evidente na época da alfabetização, embora alguns sintomas já estejam presentes em fases anteriores. Apesar de instrução convencional, adequada inteligência e oportunidade sócio-cultural, a criança falha no processo da aquisição da linguagem. Isto é, ela independe de causas intelectuais, emocionais ou culturais. Ela é hereditária e a incidência é maior em meninos, numa proporção de 3/1, sendo que a ocorrência é de cerca de 10% da população Mundial (Nicco, 2005), embora freqüências altas de 20% a 30% tenham sido relatadas (Hallahan & Kauffman, 2000).
Apesar dessa alta incidência, considerada por alguns autores como uma das mais comuns deficiências de aprendizado (Gorman, 2003), o diagnóstico ainda não é facilmente realizado.
Ao contrário de outras pessoas que não sofrem de dislexia, os disléxicos processam informações em uma área diferente de seu cérebro; embora os cérebros de disléxicos sejam perfeitamente normais. A dislexia parece resultar de falhas nas conexões cerebrais. Ou seja, uma criança aprende a ler ao reconhecer e processar fonemas, memorizando as letras e seus sons. Ela passa então a analisar as palavras, dividindo-as em sílabas e fonemas e relacionando as letras a seus respectivos sons. À medida que a criança adquire a habilidade de ler com mais facilidade, outra parte de seu cérebro passa a se desenvolver; sua função é a de construir uma memória permanente que imediatamente reconheça palavras que lhe são familiares. À medida que a criança progride no aprendizado da leitura, esta parte do cérebro passa a dominar o processo e, conseqüentemente, a leitura passa a exigir menos esforço. O disléxico, entretanto, no processo de leitura, recorre somente à área cerebral que processa fonemas. A conseqüência disso é que disléxicos têm dificuldade em diferenciar fonemas de sílabas, pois sua região cerebral responsável pela análise de palavras permanece inativa. Suas ligações cerebrais não incluem a área responsável pela identificação de palavras e, portanto, a criança disléxica não consegue reconhecer palavras que já tenha lido ou estudado. A leitura se torna um grande esforço para ela, pois toda palavra que ela lê aparenta ser nova e desconhecida (Gorman, 2003).


Alguns pesquisadores acreditam que quanto mais cedo é tratada a dislexia, maior a chance de corrigir as falhas nas conexões cerebrais da criança (Gorman, 2003), contudo só podemos considerar que alguém é disléxico, após dois anos de vivências leitoras. Antes deste período podemos detectar "dificuldades ou transtornos de leitura", que já necessitam de cuidados especiais, numa postura preventiva (Estill, 2005).
Segundo Estill (2005) existem diversos sinais visíveis nos comportamentos e nos cadernos das crianças, que podem auxiliar aos pais e educadores a identificar precocemente alguns aspectos preditivos de dislexia, entre eles:

• Demora nas aquisições e desenvolvimento da linguagem oral;
• Dificuldades de expressão e compreensão;
• Alterações persistentes na fala;
• Copiar e escrever números e letras inadequadamente;
• Dificuldade para organizar-se no tempo, reconhecer as horas, dias da semana e meses do ano;
• Dificuldades para organizar seqüências espaciais e temporais, ordenar as letras do alfabeto, sílabas em palavras longas, seqüências de fatos;
• Pouco tempo de atenção nas atividades, ainda que sejam muito interessantes;
• Dificuldade em memorizar fatos recentes - números de telefones e recados, por exemplo;
• Severas dificuldades para organizar a agenda escolar ou da rotina diária;
• Dificuldade em participar de brincadeiras coletivas;
• Pouco interesse em livros impressos e escutar histórias.

Os mesmos sintomas podem indicar outras síndromes neurológicas ou comportamentais.Identificado o problema de rendimento escolar ou sintomas isolados, que podem ser percebidos na escola ou mesmo em casa, deve-se procurar ajuda especializada.Uma equipe multidisciplinar formada por: Psicóloga, Fonoaudióloga e Psicopedagoga Clínica deve iniciar uma minuciosa investigação. Essa mesma equipe deve ainda garantir uma maior abrangência do processo de avaliação, verificando a necessidade do parecer de outros profissionais, como Neurologista, Oftalmologista, Otorrinolaringologista e outros, conforme o caso. A equipe de profissionais deve verificar todas as possibilidades antes de confirmar ou descartar o diagnóstico de dislexia.
De acordo com Gonçalves (2005), grande parte da intervenção Psicopedagógica estará em buscar os talentos do disléxico, afinal os fracassos, sem dúvida, ele já os conhece bem. Outra tarefa da clínica Psicopedagógica é ajudar essa pessoa a descobrir modos compensatórios de aprender. Jogos, leituras compartilhadas, atividades específicas para desenvolver a escrita e habilidades de memória e atenção fazem parte do processo de intervenção. À medida que o disléxico se percebe capaz de produzir poderá avançar no seu processo de aprendizagem e iniciar o resgate de sua auto-estima.

O que é bullying ? Bullying nas escolas

Um assunto que atualmente tem tirado o sono de muitos pais e professores é o bullying. Apesar de não ter uma tradução exata para o português, seu significado está relacionado a atormentar, perseguir ou humilhar.
A princípio pode parecer brincadeira de criança ou de adolescente, mas este tipo de atitude pode causar sérios danos psicológicos.
O bullying é um tipo de agressão que pode ser física ou psicológica; ocorre repetidamente e intencionalmente, ridiculariza, humilha e intimida suas vítimas. Pode acontecer em qualquer contexto social, como escolas, universidades, famílias, entre vizinhos e em locais de trabalho. Outra modalidade é o cyberbullying, onde as ofensas e humilhações são feitas por e-mail, MSN e mensagens por celular.
É uma forma de exclusão social e as vítimas costumam ser mais retraídas e inseguras; por serem assim evitam pedir ajuda ou comunicar o fato a alguém, se sentindo desamparadas.
Geralmente os agressores são, ou tentam ser, líderes da turma, mais populares, aqueles que gostam de colocar apelidos nos colegas e da mesma forma que as vítimas, também precisam de auxílio psicológico.
Para evitar o bullying, as escolas devem investir em prevenção e estimular a discussão com todos envolvidos na situação escolar, ou seja, funcionários da escola em geral, incluindo pais e alunos.
Atualmente dou aula para uma turma de 5º ano e fiquei muito preocupada com as ofensas que ocorriam em sala de aula, não só apelidos preconceituosos como também palavrões. Minha primeira atitude foi conversar com a turma, para que compreendessem a gravidade do assunto e que a lição não era só em sala de aula, mas também deveria ser estendida para fora da escola.
“Para sermos respeitados, precisamos respeitar os outros, em qualquer situação”.
Em outro momento levei uma reportagem sobre o tema para explicar seu significado e mostrar histórias de algumas vítimas (o que chamou a atenção de todos). A intenção era não somente conscientizá-los para não cometerem o bullying, mas aprender como se defender, lembrando que retribuir com a mesma moeda não é a solução.

A importância da psicopedagogia

Cada vez mais pais e professores estão preocupados com o baixo desempenho escolar, relacionados principalmente aos alunos que apresentam dificuldades de aprendizagem. Esta situação se complica pelo fato das Escolas não possuírem uma política de intervenção capaz de contribuir para a superação dos problemas de aprendizagem. É neste contexto que percebemos a importância da Psicopedagogia, sendo o Psicopedagogo um profissional qualificado, apto a trabalhar na área da educação, dando assistência aos alunos e orientando pais, professores e outros profissionais da instituição escolar para melhoria das condições do processo ensino-aprendizagem, assim como para um trabalho preventivo.

20 de jun de 2010

Um pouco mais sobre a psicopedagogia

A Psicopedagogia surgiu no Brasil devido ao grande número de reprovações e evasão escolar. É comum pensarmos que sua origem está relacionada somente a junção da Pedagogia com a Psicologia, o que é um engano, pois também integra conhecimentos e princípios de diferentes Ciências Humanas.
A formação do psicopedagogo vem ocorrendo desde a década de 70;
os cursos de Psicopedagogia formam profissionais aptos a trabalhar na área clínica e institucional (escolar, hospitalar ou empresarial) atuando de forma preventiva ou terapêutica.

Na linha preventiva, o psicopedagogo pode desempenhar a prática docente, envolvendo a preparação de profissionais da educação, ou atuar dentro da própria escola. Cabe ao psicopedagogo detectar possíveis perturbações no processo de aprendizagem; participar da dinâmica das relações da comunidade educativa com a finalidade de favorecer o processo de integração e troca; promover orientações metodológicas de acordo com as características dos indivíduos e grupos; realizar processo de orientação educacional, vocacional e ocupacional, tanto na forma individual quanto em grupo.

Na linha terapêutica, o psicopedagogo trata das dificuldades de aprendizagem, diagnosticando, desenvolvendo técnicas remediativas, orientando pais e professores. Este atendimento é totalmente voltado para a aprendizagem, sendo que se houver comprometimento emocional, este deverá ser tratado na clínica Psicológica, podendo ou não ser feito concomitantemente com o tratamento Psicopedagógico, de acordo com cada caso.

O atendimento Psicopedagógico está voltado para a reestruturação e reorganização das aptidões e habilidades cognitivas, e para o enriquecimento de sentimentos de competência e motivação, educando e mediatizando funções cognitivas imaturas, pobres ou pouco estimuladas.
Esta intervenção não se trata de um reforço escolar, onde os alunos farão atividades para aprender a ler, escrever ou resolver operações matemáticas; pois os instrumentos utilizados têm como objetivo o desenvolvimento do indivíduo como um todo, em suas habilidades perceptivas, motoras e afetivas (relacionada à linguagem e pensamento).


Referência:Cognição, Neuropsicologia e aprendizagem.
Autor: Vitor da Fonseca

15 de jun de 2010

A criança com dificuldade

O principal desafio de pais e professores que lidam com crianças com dificuldade de aprendizagem é auxiliá-las a resgatar ou adquirir a confiança em si mesmas e compreender que as pessoas são diferentes e sendo assim pensam, agem e aprendem de formas diferentes.
A energia deve ser voltada para novas estratégias de aprendizagem e não para esconder ou mascarar as dificuldades.
É comum notarmos comportamentos diferentes, como: ficar constantemente doente, agressividade, brincadeiras em exagero e fora de hora e também comportamento quieto e reprimido.
Estas crianças necessitam de um ambiente seguro, acolhedor, estimulante, onde os erros sejam permitidos e assumir riscos seja incentivado.
De posse destas condições a criança se sentirá segura em tentar e experimentar, e ao descobrir que é capaz de aprender, mudará sua postura e comportamento para a curiosidade em conhecer, e esta nunca terminará, durando toda a vida.
É importante ter em mente o quanto a dificuldade de aprendizagem pode prejudicar o indivíduo. Este sofre muito pela subestimação que sente por não conseguir atingir o resultado que espera de si mesmo e que também os outros esperam dele; sofre com a desvalorização que enxerga nos olhos dos outros.
Esse “fracasso” afeta o ser em todas as dimensões,pessoal, profissional e social.
Vivemos em uma sociedade onde o fracasso escolar está ligado ao fracasso na vida e o sucesso escolar está ligado ao sucesso na vida, mais especificamente no poder e conquista de bens materiais.
A superação das dificuldades trás uma nova chance de viver e conquistar um espaço nesta sociedade tão competitiva e exigente.

10 de abr de 2010

Condições para a aprendizagem

O processo de aprendizagem é muito mais complexo do que parece; não está somente voltado às funções cerebrais e sua relação com o processo cognitivo, mas também com a forma particular de processamento de informação, que depende da estrutura cerebral e da estrutura psíquica, mais conhecida por estrutura afetiva.
Na verdade o termo psíquico ou afetivo é utilizado para explicar que cada ser tem uma forma de aprender, de conhecer, de compreender, de interpretar, ou seja de ver o mundo. Esta forma é influênciada por questões emocionais e pela genética.
O desenvolvimento do cérebro e da mente se dá a partir das experiências vividas. Desde o nascimento fazemos parte de um mundo já organizado, com suas normas sociais e sua história e é nesta interação com o meio que construímos, estruturamos e reorganizamos nossa aprendizagem; porém isto só ocorrerá na presença de condições adequadas.
E quais seriam essas condições?
Essas condições estão ligadas a fatores externos, como os aspectos sociais relacionados à família, amigos e escola (incluindo a metodologia utilizada por esta), e aos fatores internos do indivíduo, os quais estão relacionados ao desenvolvimento dos processos neuropsicológicos, conforme veremos a seguir:

PROCESSOS NEUROPSICOLÓGICOS
  • Gnosias ou processamento perceptivo: reconhecimento de um objeto de forma sensorial (visual, olfativo, auditivo, tátil).
  • Praxias ou processamento psicomotor: execução de atos voluntários aprendidos durante a vida (comer, vestir, escrever, caminhar, etc.). O processamento psicomotor se dá em três dimensões.
    -Motora - equilíbrio, tonicidade, controle e dissociação de movimentos.
    -Cognitiva - noção de tempo e espaço.
    -Afetiva - está relacionada a forma como cada um aprende.
  • Atenção
  • Memória
  • Linguagem

    Quando falamos em aprendizagem precisamos sempre levar em consideração: "com o que se aprende", "quem aprende", "como se aprende" e "o ambiente no qual se aprende".
    Basta o desequilíbrio em uma dessas situações para que se instalem problemas durante o processo de aprendizagem.

    Referência:Dificuldades de aprendizagem, detecção e estratégias de ajuda.
    Autoras: Ana Maria Salgado (Psicóloga)
    Nora Espinosa Terán (Psicóloga)

Transtornos perceptivos

Dando seguimento ao tema dificuldades de aprendizagens, elaborei um breve resumo a respeito dos transtornos que podem surgir quando ocorrem problemas nos processos neuropsicológicos, e sugestões de algumas atividades.
AGNOSIAS
É a impossibilidade de reconhecer um objeto por meio da percepção. São divididas em visuais, auditivas e táteis.

Agnosias visuaisEsta alteração ocorre em pessoas que mesmo tendo a visão perfeita, não conseguem identificar o que vêem, ou seja, é preciso que toquem no objeto para reconhecê-lo. Este tipo de agnosia afeta habilidades importantes como:
  • Atenção visual - capacidade de fixar a atenção em um estímulo percebido visualmente.
  • Discriminação visual - capacidade em perceber as diferenças entre objetos de formas similares ou letras de grafia semelhante.



  • Diferenciação figura-fundo - capacidade em focar sua atenção apenas no que é relevante.

    Nesta atividade pode-se usar obras como a de Wassily Kandinsky (1911).
    QUAIS FIGURAS GEOMÉTRICAS VOCÊ RECONHECE NAS OBRAS ABAIXO?


  • Constância visual - capacidade de perceber as propriedades dos objetos de forma constante.



  • Coordenação visomotora - capacidade de coordenar a visão com movimentos do corpo ou de uma parte do corpo.

 
Atividade para coordenação viso-motora com recortes:

Apresentar ao aluno as figuras abaixo e solicitar que reproduzam por meio de recorte e colagem. O aluno deverá recortar papéis de várias cores e colá-los em uma folha sulfite de forma que fiquem iguais as figuras apresentadas.


UMA SUGESTÃO PARA TODAS AS FAIXAS ETÁRIAS É O JOGO DOS 7 ERROS, POIS AUXILIA NO DESENVOLVIMENTO DE TODAS AS HABILIDADES PERCEPTIVAS VISUAIS.

APROVEITE E JOGUE TAMBÉM, EXERCITE SUA MENTE!!!
 
Agnosias auditivas
É o defeito na capacidade de reconhecer a natureza dos estímulos auditivos sejam eles sons verbais, musicais ou sons que não pertencem a língua. Afetam as seguintes habilidades:
  • Atenção auditiva - capacidade de fixar a atenção em um estímulo percebido auditivamente.
Atividades
1-Pedir às crianças que descrevam, repitam ou imitem sons escutados fora da sala de aula:
Sons de sino
Pessoas caminhando
Cachorro latindo
Campainha do telefone
2- Dar a elas a oportunidade de ter períodos curtos nos quais escutem em silêncio poesia, histórias e canções.


  • Discriminação auditiva - capacidade em diferenciar a similaridade ou diferenças entre os sons que formam a língua oral.
Trabalho com rimas
Dominó com rimas

Trabalho com som inicial ou som semelhante




  • Diferenciação figura-fundo - capacidade em focar sua atenção apenas no que é relevante. Neste caso, estamos falando sobre focar a atenção em somente um som.
Atividades1-Tocar duas músicas diferentes, ao mesmo tempo, e pedir que as identifique.
2- Trabalhar com vários sons misturados (buzina, cachorro latindo, água caindo,etc.).


  • Memória auditiva - capacidade de recordar estímulos auditivos.
Atividades
1-Fazer com que as crianças antecipem os sons ou palavras das histórias, poesias ou canções.
2-Fazer com que as crianças com olhos fechados identifiquem sons.
3- Pedir às crianças que reconheçam sons similares ao início, meio e final das palavras.
Agnosias táteis
É a incapacidade de reconhecer os objetos através do tato, tendo dificuldade em distinguir a temperatura, textura e em reconhecer de objetos em três dimensões.

Atividades
Dominó para percepção visual e tátilAuxilia na discriminação visual e tátil das quantidades.
Sua espessura foi aumentada para que as crianças que possuem preensão prejudicada possam manuseá-lo. A identificação da quantidade, em feltro, permite utilizar a sensibilidade tátilsinestésica. A cor vermelha sobre o marrom permite um bom contraste visual.
Descrição:
Dominó de madeira,
medindo 9 cm de
comprimento, 4 cm de
largura e 0,5 cm de
espessura. A
identificação da
quantidade é feita com
feltro vermelho.

Dominó de figuras geométricas
Permite a discriminação visual e tátil das figuras geométricas. O jogo pode ser manuseado sob a carteira ou na posição “em pé”, permitindo movimentos de flexão e extensão de braços. As peças com imãs facilitam a fixação sobre o tabuleiro, principalmente, aos alunos com dificuldade no manuseio.
Descrição:
Este dominó é de madeira e
possui as figuras geométricas
(círculo, quadrado, triângulo)
em relevo, pintadas nas
cores azul, vermelho,
amarelo e verde. Sob cada
peça foi colada um imã. As
peças são utilizadas sobre
um tabuleiro de latão
revestido com papel contact.

Dominó de texturas
Permite o desenvolvimento da discriminação visual de padrões e discriminação tátil, requisitos importantes para alunos que tenham alterações sensoriais e dificuldades para discriminar, perceptualmente, estímulos visuais. Pode ser utilizado para viabilizar a alfabetização, que exige discriminação apurada de símbolos na forma gráfica.
Descrição:
Confeccionado em madeira
com aplicação de diferentes
tecidos: lã, veludo, malha,
brim e seda.

Jogo de adivinhação
Permite trabalhar com percepção tátil sinestésica, discriminação e identificação de formas e texturas. Dentro da caixa coloca-se um material com determinada textura ou forma e a criança deverá reconhecê-lo e procurar o correspondente fora da caixa.
Descrição:
Recurso composto por uma
ciaxa de madeira, com uma
abertura na lateral, em forma
de círculo, onde é fixado um
pé de meia de jogador de
futebol. No fundo da caixa é
colada uma tira de câmara de
ar de bicicleta, que serve como
antiderrapante e que ajuda a
fixar a caixa sobre a mesa.

Dominó de percepção manual


Fonte:http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/rec_adaptados.pdf
Livro:Dificuldades de aprendizagem,detecção e estratégias de ajuda.
Autoras:Ana Maria Salgado (Psicóloga)
Nora Espinosa Terán (Psicóloga)

Transtornos psicomotores

O objeto de estudo na Psicomotricidade é o corpo e suas manifestações; o conceito de corpo inclui posturas, gestos (olhar, mímica) e as praxias (movimentos voluntários e aprendidos). Trata ainda da construção do corpo nas dimensões motora, cognitiva e afetiva.
As três dimensões formam uma unidade; durante o processo de desenvolvimento caso ocorra qualquer alteração em uma delas, sua recuperação se dará não só por exercícios dirigidos, mas também oferecendo tempo e espaço para que a criança utilize suas capacidades de elaboração e resolução de dificuldades, recuperando o prazer e o poder do movimento por meio de brincadeiras e ações diferenciadas, as quais iremos conferir mais adiante.
Dimensão motora
Sua construção está submetida a maturação neurológica.
- evolução da tonicidade muscular.
- desenvolvimento das possibilidades de equilíbrio.
- desenvolvimento do controle e dissociação dos movimentos.
- desenvolvimento da eficiência motora (velocidade e precisão).
- definição da lateralidade.
As aquisições acima permitem a existência das coordenações dinâmicas gerais e das manuais.

Testes para investigação da lateralidade
  • Olho dominante: oferecer um papel retangular (papel cartão) com um orifício e solicitar que a criança olhe por ele, fechando um dos olhos, na direção de uma figura (pode ser o desenho de uma paisagem). O olho dominante será o que ficou aberto para a visualização da figura.
  • Mão dominante: solicitar que a criança faça um desenho, para observar qual mão utiliza ou fazer uma brincadeira jogando objetos para que ela agarre com uma mão só. A mão dominante será a que ela utilizar para agarrar ou desenhar.
  • Pé dominante: solicitar que chute a bola ou que fique apoiada em um pé só. O pé dominante será o que utilizar para apoiar-se ou para chutar a bola.
Lateralidade
-Destra: olho, pé e mão direita são dominantes.
-Canhota: olho, pé e mão esquerda são dominantes.
-Ambidestra: utilização das duas mãos.
-Lateralidade cruzada: quando a mão esquerda é dominante, ao mesmo tempo em que a perna direita; ou no caso de se ter o uso da mão direita e o olho esquerdo.
As dificuldades de aprendizagem relacionadas à lateralidade não só ocorrem no caso de crianças canhotas que são obrigadas a utilizar a mão direita, como também em crianças que apresentam a lateralidade cruzada. Nestes casos é necessário que a intervenção tenha como objetivo organizar sua Psicomotricidade, utilizando uma série de exercícios visuais, motores e escritos.
Os transtornos de lateralidade afetam também a leitura e a escrita, confundindo a direção das letras(b-d,p-q,m-w-3,n-u,t-f-j) e das palavras (lêem sale em vez de elas).
* As atividades utilizadas para discrimição visual, apresentadas em transtornos perceptivos, podem ser utilizadas neste caso.
Atividade para conhecimento do corpo

1ª parte
Solicitar que as crianças formem duplas e uma fique de frente para a outra. Conforme for dito o nome de uma parte do corpo como, por exemplo, pés, mãos, barriga, orelhas, etc., cada criança deverá apontar para as partes de seu próprio corpo.
2ª parte
Esta atividade será feita da mesma forma, porém quando for dito o nome das partes do corpo, cada criança apontará para a parte do corpo da outra criança, por exemplo, quando for dito barriga, a criança apontará para a barriga de sua parceira.
3ª parte
Esta atividade ficará um pouco mais complexa, pois será também trabalhada a lateralidade. Quando for dito o nome da parte do corpo, por exemplo, pé direito, cada criança deverá apontar para seu pé direito e de sua parceira, desta forma compreenderá a lateralidade de seu ponto de vista e do ponto de vista do outro.

Atividade para coordenação dinâmica

Esta atividade tem por objetivo trabalhar com o equilíbrio, que é a base essencial da coordenação dinâmica geral a qual possui a finalidade de melhorar o comando nervoso, a precisão motora e o controle global dos deslocamentos do corpo no tempo e no espaço.
Os conceitos espaciais: direita, esquerda, atrás, na frente, entre, perto, longe, maior, menor; são vivenciados através de movimentos específicos. A partir daí propomos exercícios com maior intensidade.
Solicitamos á criança o seguinte:
- Andar de cabeça erguida
A criança deverá andar com um objeto (pode ser um livro de capa dura) sobre a cabeça, sem deixá-lo cair.
-Dominada esta etapa a criança para, levanta uma perna formando um ângulo de noventa graus e coloca-se lentamente no chão.
O mesmo trabalho deverá ser feito com a outra perna.
-Que tal se alongar?
A criança deverá esticar maõs e pernas como se fosse pegar algo no alto, até ficar na ponta dos pés e voltar gradativamente a posição inicial; esta atividade será repetida 2 vezes.
 
Atividade para percepção global do corpo

Nesta atividade serão trabalhadas as posições do corpo e diversas possibilidades de deslocamento, com o objetivo de que a criança desenvolva a percepção global de seu corpo, sua unidade e da posição no espaço.
São quatro posições que trabalhadas: em pé, sentada, agachada e deitada.
Primeiramente será explicado à criança que a atividade envolve as quatro posições do corpo e para isso treinarão cada posição separadamente, ficando por algum tempo sentada, em pé, agachada e por último deitada. Após isso o exercício será iniciado.
Pedimos á criança para que comece a caminhar acompanhando as palmas. Quando as palmas pararem a criança deverá parar e colocar-se em diferentes posições de acordo com o que for solicitado.
Por exemplo:
- parada, bem encostada na parede
- sentada no chão, com as costas apoiadas na parede e as pernas esticadas
- parada, tentando crescer o máximo possível (esticando-se)
- sentada com as pernas cruzadas
- deitada, totalmente relaxada
- deitada de lado
- agachando e levantando (brincadeira de morto ou vivo)

Atividade com percurso
No chão são colocados os seguintes objetos (distantes um do outro): bola, garrafa, cubo e um livro, o professor/examinador percorrerá o trajeto de um objeto para o outro e a(s) criança(s) deverão segui-lo.
Após esta etapa, o trajeto será desenhado na lousa e criança(s) deverão segui-lo novamente, sem o auxílio do professor/examinador.
Para finalizar as crianças terão um tempo para percorrer o trajeto.

Dimensão afetiva
O desenvolvimento psicomotor se dá de forma similar na maioria das crianças, porém é marcado em cada um pelo estilo próprio, ou seja, de acordo com as características do meio em que esta criança está inserida e as situações que vivencia.
Utilizamos o termo afetivo não como algo relacionado ao aspecto emocional, mas sim a capacidade de cada ser humano pensar, falar, aprender, sentir e agir a seu modo. Nesta dimensão destaca-se, ATENÇÃO, MEMÓRIA, PENSAMENTO E LINGUAGEM, que falaremos mais adiante.

Dimensão cognitiva
O desenvolvimento cognitivo está relacionado ao domínio das relações espaciais e temporais; estas ocorrem quando a criança consegue discriminar direita e esquerda, nomear seus segmentos corporais, orientar-se corretamente, em cima, em baixo, em frente, atrás,hoje, ontem, de manhã, de noite, etc.

Atividade para compreensão perceptiva motora e temporal

Para esta atividade será solicitado que a(s) criança(s) caminhem como fazem normalmente.
Em seguida as crianças deverão caminhar ao som do pandeiro, diferenciando e seguindo o ritmo das batidas: batida rápida, caminhar rápido - batida lenta, caminhar lento.
Após, será solicitado que prestem atenção e sigam a mais um ritmo de batida (intermediário).
Assim deverão identificar e diferenciar os ritmos, rápido, normal e lento. Aos poucos a atividade irá tornando-se mais complexa, sendo introduzidas algumas variações, como: ao sinal do professor os alunos deverão dar um pulo, a outro sinal, mudar de direção, erguer as mãos quando o professor erguer uma mão ou então parar quando o professor apitar, etc.
As variações serão feitas de acordo com o desempenho e necessidade da(s) criança(s).

Atividade de ordenação temporal
Esta atividade será voltada a forma social de organização do tempo:
  • Antes- depois
  • Dia-noite
  • Hoje, amanhã, ontem
  • Dias da semana
Pode ser feita de maneira simples e será dividida em etapas.
  • Antes e depois - será solicitado à criança que levante da cadeira, vá até a lousa e depois até a porta.
    Em seguida será perguntado: o que você fez antes de ir à lousa? O que você fez depois de ir à lousa? O que estava fazendo antes de ir à lousa?
    Em seguida serão entregues figuras onde possam ser identificadas situações de antes e depois (jogo de sequência lógica), ou seja, a figura de alguém colocando ingredientes em uma bacia, mexendo a massa e tirando o bolo do forno. Então será perguntado: o que a pessoa do desenho fez antes de mexer a massa? O que fez depois de mexer a massa? O que fez antes de pegar o bolo do forno?
  • Dia e noite – utilizaremos a experiência da criança; ela deverá descrever como é o dia e como é à noite; o que vemos de dia, o que vemos de noite; o que fazemos de dia o que fazemos de noite.
  • Hoje, amanhã e ontem – Será também trabalhado com as experiências da criança; o que você comeu no café da manhã ontem? O que comeu hoje? O que você quer comer amanhã? Descreva a roupa que está usando hoje e a que gostaria de usar amanhã.
  • Dias da semana – Os dias da semana podem ser trabalhados diferenciando os dias que vão à escola e os que não vão, o dia que tem aula de Inglês, Educação Física e outros.
    Após, pode-se explicar o conceito do mês, ou seja, quatro semanas corresponde a um mês e após o conceito de ano.
    *É importante lembrar que o trabalho com dias, mês e ano, não podem ser feitos em uma sessão.
Jogo de sequência lógica
Atividade de organização e estruturação temporal

Esta atividade trabalha com noções importantes para o aprendizado da escrita e particularmente da leitura, além de favorecer o desenvolvimento da memória.
A estruturação temporal fornecerá as possibilidades de alfabetização.
A criança reproduzirá ritmos com as mãos.
O professor executa um determinado ritmo, seguindo algumas estruturas rítmicas, por exemplo, batendo a mão sobre a carteira, durante certo tempo, a criança apenas escuta, depois reproduz o ritmo executado pelo professor, batendo a mão sobre a carteira também. É importante variar o ritmo em lento, normal e rápido.
OBS: Fazer o exercício inicialmente com os olhos abertos e em seguida, de olhos fechados.

Transtornos psicomotores que podem ser observados em sala de aula:

Torpor motriz – imperfeição dos movimentos relacionados ao dia-a-dia. Caracterizam-se por gestos grosseiros, travados, movimentos involuntários ou impossibilidade de relaxar e deixar os músculos em repouso.

Dispraxia- desorganização do movimento e falta de adaptação dos gestos para a finalidade proposta, ou seja, a incapacidade de executar determinadas sequências gestuais ou a execução com extrema lentidão (vestir-se, abotoar a roupa, amarrar o cadarço dos sapatos, utilizar talher e outros).

Transtornos de lateralização - compromete a construção do corpo e o esquema da imagem corporal. Nestes casos a criança apresenta dificuldades na velocidade e eficácia dos movimentos.
-Criança ambidestra
-Canhoto contrariado
-Lateralidade cruzada

Disgrafia- escrita defeituosa que pode ser: problemas na forma e proporção das letras e problemas na organização espacial da letra. Será discutido mais a frente em transtornos da lectoescrita.
Instabilidade psicomotora – excessiva necessidade de movimentação, inquietação e instabilidade do corpo (síndrome hipercinética).

Inibição psicomotora – falta ou inibição de movimento; movimentos comprometidos e limitados.

Livro:Dificuldades de aprendizagem,detecção e estratégias de ajuda.
Autoras:Ana Maria Salgado (Psicóloga)
Nora Espinosa Terán (Psicóloga)

6 de abr de 2010

Transtornos da memória

A memória é uma função cognitiva essencial que permite fixar, guardar e recuperar diferentes tipos de informações. No processo da memória há quatro fases: fixação ou registro, armazenamento, evocação e reconhecimento das lembranças.

Fixação ou registro das lembranças - momento no qual é produzida a apreensão perceptiva do mundo dos objetos. A criança estabelece associações de acordo com sua vivência.
A dificuldade para fixar ou manter a atenção poderá prejudicar o processo de aprendizagem.

Armazenamento - durante esta fase é consolidado o percebido para conservar o anteriormente guardado e para, em algum momento, poder recuperá-lo. São estabelecidas relações entre a nova informação e a adquirida anteriormente.

Evocação - utilização das informações armazenadas. Pode ser voluntária ou involuntária.

Reconhecimento - uma vez evocada a lembrança, podemos identificá-la com a imagem que a originou e reconhecê-la como própria, como parte de nosso ser. A história subjetiva de cada um ocorre de maneira particular. A memória visual é básica para aprendizagem da leitura e escrita, quando esta memória é pobre, todas as modalidades de memória serão limitadas.

Atividades

Jogo da memória


Dominó da associaçãoAtividade com sequência de cores
Nesta atividade será trabalhada a atenção e memória e será feita em etapas.
Primeiro será colocado sobre a mesa um palito na cor amarela e retirado em seguida; a criança deverá procurar na caixa o palito da mesma cor e também colocá-lo sobre mesa. Após será colocado o mesmo palito amarelo e um vermelho; alguns segundos depois serão retirados e em seguida a criança deverá colocá-los novamente na mesa na ordem correta. Serão encaixados outros palitos um por vez e a criança deverá reproduzir a sequência.
A sequência pode chegar a 10 cores, ou mais, dependendo do caso e poderá haver repetição de cor.
Os jogos citados são ótimas ferramentas não só para serem utilizadas como forma de diagnosticar possíveis dificuldades relacionadas a memória, mas para serem utilizadas na intervenção psicopedagógica, onde fazendo um trabalho de repetição a criança estará desenvolvendo as estruturas cognitivas.
Atividade para memorização de palavras




Livro:Dificuldades de aprendizagem,detecção e estratégias de ajuda.
Autoras:Ana Maria Salgado (Psicóloga)
Nora Espinosa Terán (Psicóloga)